Do Direito à Literatura recebe Carlos Nejar em lançamento de livro

Poeta e acadêmico Carlos Nejar explicou o motivo da criação de seu romance Dom Luciano de La Tarde, o Cavaleiro da Nobre Figura "A criação é um ato de fé. Quando escrevo, eu não sei o que vai acontecer, mas eu sei que algo vai acontecer. Nós estamos precisando de um mundo da gentileza, do Cavaleiro Andante num mundo brutal de violência. É preciso mudar as coisas.” Foi dessa forma que o escritor, poeta e acadêmico Carlos Nejar explicou o motivo da criação de seu romance Dom Luciano de La Tarde, o Cavaleiro da Nobre Figura, em evento realizado na noite da última terça-feira, 23 de junho, no Espaço Cultura na Justiça. O encontro, intitulado “Para Ser Grande, Ser Pequeno”, faz parte do programa “Do Direito à Literatura”, promovido pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) e marcou o lançamento do livro. A obra narra as histórias de Dom Luciano, um fidalgo que vive em um lugar chamado Pontal de Orvalho e é acompanhado por seu escudeiro, Sancho Sombra, e por seu cavalo, Pesavento, em persas aventuras. Ela tem inspiração no clássico O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha. No entanto, ao contrário do livro de Miguel de Cervantes, em que o protagonista enlouquece ao ler romances de cavalaria, Luciano torna-se mais lúcido. A entrevista foi conduzida pelo chefe do Serviço Educativo do CCPJ, Wanderley Barreiro Lemos, e pelo advogado Luciano Saldanha Coelho, que ressaltou a importância das obras de Nejar na literatura brasileira e destacou a capacidade do autor de refletir sobre o mundo. “A literatura de Nejar não nos oferece apenas histórias. Ela amplia nossos horizontes de imaginação e nos permite enxergar dimensões inesperadas da experiência humana. Na sua história da literatura brasileira, Nejar nos oferece uma chave importante de interpretação para compreender o seu próprio universo.” Enquanto respondia às perguntas, Carlos Nejar compartilhou experiências sobre seu processo criativo e explicou como a escrita surge a partir da relação com as palavras. “Sempre escrevo à mão porque preciso segurar as palavras, senão é a palavra que me leva. O poema nasce, se impõe. Já o romance é feito e refeito na medida em que a palavra nos dirige”, afirmou. O autor também falou sobre sua inspiração em Dom Quixote, personagem que influencia não apenas Dom Luciano de La Tarde, mas também obras como A Engenhosa Letícia do Pontal e Desidério, ou o Gênero Humano. “Em toda a vida eu quis dialogar com Dom Quixote, talvez seja uma obsessão. Mas, sem obsessão, a vida não tem sentido algum. A vida só é grande quando nós nos sentimos pequenos.” Sobre o autor: Conhecido como “o poeta do pampa brasileiro”, Carlos Nejar também é ficcionista, tradutor e crítico literário. Nascido no ano de 1939 em Porto Alegre, ocupa a cadeira quatro dos membros imortais da Academia Brasileira de Letras e é membro da Academia Brasileira de Filosofia. Escreveu mais de 100 obras, dentre elas Riopampa, O Campeador e o Vento, Sélesis e Carta aos Loucos. Considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea, Carlos Nejar recebeu persas honrarias como o Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, Prêmio Nacional de Poesia Jorge de Lima, do Instituto Nacional do Livro, e o Prêmio Monteiro Lobato ao longo de sua trajetória.                                                                                Carlos Nejar também é ficcionista, tradutor e crítico literário DA*/SF Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ
25/06/2026 (00:00)

Controle de Processos

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico
Usuário
Senha

Previsão do tempo

Segunda-feira - Rio de Jane...

Máx
32ºC
Min
24ºC
Chuva

Terça-feira - Rio de Janei...

Máx
34ºC
Min
26ºC
Parcialmente Nublado
Visitas no site:  3225891
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.